segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Deputados se voltam contra Dino

Além de perder em cidades importantes como Imperatriz e Caxias, Flávio Dino (PC do B) terá que lidar com a provável perda de três deputados da base de sustentação do governo na Assembleia Legislativa.

Alexandre Almeida (PSD), Wellington do Curso (PP)
e Eduardo Braide (PMN)

Acontece que Wellington do Curso (PP), Eduardo Braide (PMN) e Alexandre Almeida (PSD), têm elevado críticas ao comunista na tribuna do Legislativo. Todos foram candidatos a prefeito nas eleições deste ano. E todos derrotados por candidatos que contavam com apoio declarado do governador. Wellington e Braide travaram disputa contra Edivaldo Holanda (PDT), apoiado por Flávio Dino (PC do B), sendo que Braide sagrou-se vencedor no primeiro turno, mas sofreu revés no segundo turno.  Alexandre Almeida foi candidato em Timon, onde disputou contra prefeito reeleito Luciano Leitoa (PSB), esse também contava com apoio de Dino.

Os três mantém o discurso de que houve abusos da máquina estadual para beneficiar os favoritos do Palácio dos Leões, reclamam sobretudo do programa Mais Asfalto, que intensificou obras durante todo o mês de setembro e outubro.

Alexandre Almeida, até já fez uso da tribuna da casa questionando o fato de orçamento para 2017 não direcionar recursos para o programa mais asfalto, na ocasião ele disse: "O Governo do Estado do Maranhão, o governador Flávio Dino, não destinou R$ 1,00 sequer para o Mais Asfalto em 2017. Está aqui, não é invenção minha não, é a proposta orçamentária que o governador mandou para esta Casa e que não tem R$ 1,00 para o Programa Mais Asfalto para o ano de 2017. Era ou não era uma obra eleitoreira? Aqui está a prova, Maranhão. Os prefeitos que vão assumir no ano de 2017, lamentavelmente, não é ano de eleição, não receberão as obras”.

Outros que também já começam a agir mais energicamente contra o governo Dino são Max Barros (PRP) e Cesar Pires (PEN), eles são deputados que hoje não estão em nenhum dos três blocos atuantes na casa. Há especulações que eles tenham iniciado conversas para juntar-se ao bloco independente, liderado do Josimar do Maranhãozinho (PR).

Com a baixa de 3 deputados em suas fileiras, o governo Dino não mais terá uma maioria na Assembleia, o que colocaria em risco a votação de projetos vitais para o governador. Não custa lembrar que próximo ano acontecerá eleições para a mesa diretora da casa, e tudo que Dino não precisa agora é de um oposicionista no comando do legislativo estadual.

Enquanto isso os deputados que compõem o bloco oposicionista apenas acompanham o desenrolar dos fatos fazendo boca de siri sobre os acontecimentos.

Os parlamentares, contudo, desconversam sobre o tema.

Só para constar

Bloco governista hoje possui 24 membros. Já o bloco independente conta com oito membros, e o bloco oposicionista também possui oito membros. E como dito anteriormente, dois são os deputados que não estão inseridos em blocos: César Pires e Max Barros.




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