sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Tá tranquilo, tá favorável

Com essa dança das cadeiras imposta pelo judiciário ao legislativo municipal, quem deve está sorrindo de orelha a orelha é o prefeito eleito Américo de Sousa (PT), não é para menos, de uma só vez Soliney Silva (PMDB) perdeu soldados importantes nos últimos minutos do jogo, e pode ver sua tentativa de inviabilizar o próximo governo fracassar.


Desde o dia 23 de novembro a câmara tinha uma verdadeira pauta bomba para ser analisada. Essa era uma bomba relógio com data e hora certas para ser detonada. Fazem parte dessa pauta o projeto do orçamento para 2017, o reajuste dos conselheiros tutelares, e o Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos do Servidores da Saúde. Essas iniciativas tem o claro objetivo de criar embaraços ao prefeito eleito, e tornar seu primeiro ano de governo inviável.

Os dois primeiros visam colocar o futuro prefeito em rota de colisão com os servidores municipais, e os conselheiros eleitos para defender crianças e jovens coelhoneteses. Já o último tinha a intenção de deixar engessada a gestão petista em seu primeiro ano de governo. Mas com o afastamento de Raimundão, Cará e Marcio Almeida do legislativo, os planos do prefeito Soliney podem está prestes a naufragar.

Dos três cassados, Cará era o que mais se agia dentro da casa para fazer valer a vontade do Soliney. Basta recordamos da sessão extraordinária que aconteceu na última quarta-feira, quando ele fez de tudo para que houvesse discussão e votação projeto de Cargos e Salários da saúde na coxas. Agora afastado, é improvável que outro vereador se apresente como porta-voz do Soliney na casa.

Com a saída do Raimundão (PMDB), à presidência da casa ficou vaga, e caberá ao vereador Luís Ramos (PSD), presidir a casa até o final do ano. O que também é um duro golpe para o prefeito Soliney (PSD). Luís Ramos e Soliney se tornaram rivais depois da malfadada eleição de Marcio Almeida (PMDB), para a presidência da câmara no ano de 2015. Todos que votaram em favor de Marcio Almeida foram declarados traidores do prefeito, e portanto tornaram-se alvos de perseguição. Muitos foram os que envergaram e retornaram a sola do Soliney, mas Luís Ramos e Lú (PSD), não. Mantiveram seu posicionamento, a passaram a ser oposição ao atual governo. Ter Luís Ramos na frente da câmara é tudo que Soliney não esperava. Cabe ao presidente colocar os projetos em votação, e ele o faz de acordo com sua vontade. Qualquer conversa entre Soliney e Luís Ramos é dada como improvável.


Essa crise não poderia vim em melhor hora, parece até providência divina. Mas não custa lembrar que Deus abençoa apenas aqueles que lutam pela benção, apesar do cenário favorável, Américo ainda tem o que fazer.

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