quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Um freio para a Lava Jato

Que a Lava Jato encurralou muitos políticos importantes do país, isso ninguém nega, mas o que alguns ao de negar é o fato de há um plano em curso para acabar com a operação. Só que na segunda, ao mandar uma carta ao Procurador Geral da República, o presidente Michel Temer (PMDB), mostrou que também virá pela frente um processo de enfrentamento da Lava Jato.


A carta de Temer ao Procurador por si só não deixa isso claro, mas a nota que o PMDB soltou quase que simultaneamente ao envio da carta, mostra bem o que pensam os pares do presidente Temer. Quando Temer diz que a agenda econômica "vem sofrendo interferência pela ilegítima divulgação de supostas colaborações premiadas em investigações criminais conduzidas pelo Ministério Público Federal, quando ainda não completado e homologado o procedimento da delação", isso significa dizer que se o país ainda não saiu da crise, a culpa é da Lava Jato, quando ele fala que há um "clima de desconfiança" ele em momento nenhum reflete que isso é provocado por atos criminosos de pessoas que dividem com ele o mesmo partido, alguns ele até levou para o planalto.

O que se diz nos bastidores da política nacional é que os líderes dos principais partidos da base de apoio do governo Temer, e do núcleo duro do governo vão de agora em diante partir para o enfrentamento público e aberto contra a Lava Jato, e o discurso será dizer que os procuradores da república, junto com a polícia federal jogam contra a recuperação do país. O próprio Renan Calheiros, aquele que não cumpre determinações da justiça, já foi a público dizer que o Ministério Público faz denúncia "nas coxas".

Alguns lembram que se não der certo voltar a opinião pública com a Lava Jato, sempre há o poder da caneta. Para isso basta saber que depende do presidente da república, no caso Michel Temer, vetar ou sancionar medidas contra Ministério Público e Judiciário.

Que comece a caça às bruxas.

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