quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Cobradores na porta

Nesse primeiros dias de governo não tem sido apenas a população, e lideranças políticas que tem procurado o prefeito Américo de Sousa. Os cobradores também tem batido na porta da prefeitura, para saber sobre o dinheiro que tem a receber lá dentro, são fornecedores e prestadores de serviço que alegam ter dinheiro a receber do governo municipal.

O grande desafio é descobrir quem realmente tinha algum tipo de contrato com a prefeitura, e os valores das dívidas. Uma vez que não houve transição de governo, e quem saiu não deixou as copias da licitações que realizou, e nem os contrato que assinou. Bem como também não deixou os recebidos do já havia pago, nem previsão do que se tinha a pagar. Um caos total! Enquanto isso as cobranças não param de chegar.

Energia da Secretaria de Assistência Social foi cortada na gestão passada.
Na segunda, o primeiro a visitar foi a CEMAR, que deslocou um consultor de Chapadinha para ir negociar os débitos da prefeitura deixados pela gestão anterior, com o atual prefeito Américo de Sousa, apenas na CEMAR o débito da prefeitura ultrapassa R$ 900 mil reais. Ontem foi a vez da empresa que realizava a manutenção das bombas d’agua do SAAE durante o no governo passado, comparecer na prefeitura e fazer sua cobrança. 


Pela conversa que tive com o proprietário da empresa, enquanto ele aguardava para falar com o prefeito Américo de Sousa, o pagamento não costumava atrasar, e quando havia algum atraso era algo dentro da normalidade de 10 a 20 dias. Mas situação mudou completamente de julho do ano passado em diante. Nesse período, apesar da empresa continuar a fazer o serviço normalmente, a prefeitura parou de realizar os pagamentos. A situação ficou tão séria que a empresa se viu obrigada a suspender o serviço de manutenção, e reter todas as bombas do SAAE que havia em seu poder. Segundo ele, o valor da dívida é de aproximadamente R$ 38 mil reais. 

Não custa lembrar que o SAAE, durante o governo passado, não tinha dotação orçamentaria própria, e não cobrava pelo fornecimento de água. Logo era a prefeitura a responsável por pagar todas as contas daquela autarquia.  

Não posso deixar de dizer que essa é uma situação absurda, até porque o ex-prefeito Soliney (PMDB), recebeu nos dois últimos meses aproximadamente R$ 3 milhões de reais oriundos da Repatriação, recurso extra, que não tinha comprometido algum, ou seja ele poderia usar para o que bem entendesse, inclusiva para pagar as contas de energia na CEMAR, e os consertos feitos nas bombas d'água do SAAE. 

Uma parte desse dinheiro o prefeito Américo ainda encontrou nas contas do município, e pediu o bloqueio até que a Câmara Municipal, autorize o Executivo a usar esse recurso. Mas e a parte que não foi encontrada, foi parar onde? Por que não pagaram esse valor que chega a ser irrisório, diante o volume de dinheiro que Soliney recebeu nos 3 últimos meses de seu governo.   

Será que o gato comeu?

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