sexta-feira, 10 de março de 2017

Arcéu Zhú Industrial LTDA

Uma postagem de Facebook trouxe uma Luz de esperança para economia Coelhonetense, na tarde de quarta-feira (08) o Secretário de Estado de Industria, Comércio e Energia Simplício Araújo, em sua rede Social, comunicou a todos os maranhenses que uma empresa se instalará em Bacabeira e Coelho Neto para fabricar piso e vigas de Bambu. “..a empresa ARCEO ZHÚ INDÚSTRIA LTDA investirá R$ 15 milhões nos municípios de Coelho Neto e Bacabeira.”, disse o secretário de estado.


Arnaldo Garbarino próprietario da Arceo Zhú fala sobre sua iniciativa de instalar
em Coelho Neto empresa de beneficiamento de Bambu. 
Mas afinal de contas, essa empresa vem mesmo para Coelho Neto? Essa é uma pergunta de 360 empregos, e aproximadamente R$ 1,5 milhões de reais. Em busca dessa reposta conversamos ainda na quarta-feira com o empresário Arnaldo Garbarino, proprietário da empresa Arceo Zhú, que me contou detalhes sobre sua empreitada, e como chegou até Coelho Neto.

Em começo de conversa, o empresário falou da viabilidade do projeto de instalação da empresa em Coelho Neto, onde a matéria prima é exatamente a que ele precisa para fazer o projeto acontecer. A empresa beneficiará bambu para substituição de madeiras nobres através de um projeto inovador desenvolvido fora do país, de forma que essa será uma empresa pioneira, evitando assim a derrubada de arvores nobres como cumaru e o ipê.

Arnaldo falou também sobre a geração de empregos, onde em um primeiro momento serão gerados 50 empregos em 02 linhas de produção de beneficiamento do bambu, que abastecerão 01 linha de produção em Bacabeira que produzirá o produto final, vigas e pisos, gerando 60 empregos.

Porém ele destacou que a fábrica em Bacabeira começará com 01 linha de produção, mas poderá ter até 03 linhas de produção, e que tudo dependerá da procura e venda do produto final. Sendo assim, com as 03 linhas de produção em funcionamento em Bacabeira, aqui em Coelho Neto poderá chegar a ter até 06 linhas de produção, com 150 empregos sendo gerados.

Bambusa Vulgaris é considerado o ideal para beneficiamento e posterior produção Piso e Vigas 
Quanto a matéria prima, Arnaldo falou que o Bambu será comprado da empresa AGRIMEX S/A de propriedade do Grupo João Santos, que tem aqui em Coelho Neto a plantação do Bambusa Vulgaris, que é exatamente o que a empresa dele precisa beneficiar para posteriormente produzir Vigas e Pisos. Frisou que já esteve em contato com os representantes do Grupo João Santos, que ofereceu um preço que atende perfeitamente as necessidades econômicas de sua empresa.

Arnaldo ainda recordou que para que cada linha produção de sua empresa, o Grupo João Santos através da AGRIMEX S/A precisará de 80 pessoas em seu quadro de funcionários, logo quando as 03 linhas de produção de Arnaldo estiverem funcionando, AGRIMEX S/A terá que dispor de 240 funcionários.

Isso significa que ao todo a empreitada de Arnaldo em Coelho Neto produzirá 390 empregos, sendo 150 diretos, e 240 empregos indiretos.

Quanto ao investimento, serão investindos nesse primeiro momento R$ 500 mil reais para instalação das duas fabricas menores em Coelho Neto, com uma linha de produção em cada, que abastecerão a fabricar maior em Bacabeira, que terá uma linha de produção, nesse momento inicial. Quando houver aumento na linha de produção em Bacabeira, aumenta as linhas de produção em Coelho Neto, por consequência aumenta o investimento, que poderá chegar em até R$ 1,5 milhão de reais apenas em Coelho Neto.   

Contrapartida, ao final da entrevista questionei o empresário Arnaldo Garbarino sobre que contrapartida ele estaria buscando junto ao município. Ele foi logo esclarecendo que não estava pedindo nada em relação a terras, impostos ou quaisquer coisas nesse sentido, a única contribuição que ele pede ao poder Público Municipal é no tocante ao preparo da mão de obra, fornecendo para a população treinamento, capacitação, cursos profissionalizantes para que as pessoas da cidade possam preencher as vagas que serão ofertadas pela sua empresa. “Ter um centro de treinamento, e nos dá o suporte com relação ao que os funcionários irão precisar da empresa. Não vou precisar de terras do município, nada nesse sentido. Quero trazer emprego para cá [Coelho Neto], e preciso [em troca] receber uma mão de obra qualificada”, foi o que disse o empresário.


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