quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Justiça repara ataques sem fundamento contra agentes municipais

Grupo do político do ex-prefeito Soliney atacou injustamente servidores
servidores que cumpriu seu papel

A decisão judicial que impede o funcionamento de uma transmissora de TV Pirata em Coelho Neto corrige uma grande “injustiça” da qual servidores municipais foram vítimas alguns meses atrás, quando sofreram diversos ataques por parte do grupo político do ex-prefeito Soliney Silva (PMDB). 

Na ocasião, servidores municipais, tendo o amparo que Lei lhes confere, foram até o local de instalação da TV Pirata para empreender as diligências legais que a Lei lhes faculta. Mas foram violentamente constrangidos por aliados de Soliney, que não aceitavam qualquer tipo de inspeção, e fizeram de tudo para embaraçar o trabalho da equipe de fiscalização. 

Na bastasse tudo isso, o ex-prefeito no auge de seu descontrole, atacou em grupos do WhatsApp os servidores. De forma covarde e vil, que lhe é tão peculiar, Soliney usou de palavras de baixo calão para atacar a honra e índole de pessoas que apenas cumpriam seus deveres, trabalhando dentro dos ditos da Lei, e que não se desviaram de fazer o papel que lhes cabe.

Justiça apontou queda de torre ao impedir funcionamento de TV Pirata

Mas a Lei, embora seja muitas vezes morosa, trouxe a Justiça. O juiz da comarca de Coelho Neto, Paulo Roberto, anotou que por ocasião da obra e posterior inspeção do município, Soliney não detinha os documentos que atestassem segurança do empreendimento. O juiz também criticou a postura de desrespeito por parte do ex-prefeito, que ao invés de recorrer e peticionar a quem cabe, preferiu construir “por sua conta e risco” uma torre de 30 metro de altura que pode causar danos a terceiros. 

O juiz finalizou dizendo, “deve-se privilegiar a precaução e a prevenção de tais danos, tendo em vista a informação do Município de que no local de construção existia outra torre que caiu por erosão do solo”.

Para o ex-prefeito e seu grupo político, fica a lição de que a Lei é para ser cumprida, e os agentes públicos devem ser respeitados. Afinal, o tempo da balburdia e desrespeito ficou para trás.