terça-feira, 9 de janeiro de 2018

José Sarney produziu uma crise no Governo Michel Temer


Vago desde o final do ano passado, o Ministério do Trabalho teria o maranhense Pedro Fernandes como titular logo após o recesso de ano novo. O problema é que, por ser aliado do governador Flávio Dino, ele acabou sendo vetado por Michel Temer após ordem de José Sarney, que ainda tentou cooptá-lo para a campanha de Roseana ao governo do Maranhão, sem sucesso.

A manobra de José Sarney expôs o combalido governo Temer a mais um escândalo nacional. Como é que um político sem mandato tinha tanta ingerência sobre o presidente do Brasil? Questionaram jornalistas de todo o país. A situação revoltou os brasileiros, que não aceitaram um político senil e impopular dar as cartas no momento em que mais se precisa de tranquilidade para superar a crise.

Talvez a influência de José Sarney explique a baixa popularidade de Michel Temer no comando do Planalto. Ambos foram, na história brasileira, os presidentes com os piores índices de popularidade.

Se Michel Temer pensou que o veto a Pedro Fernandes fosse o pior dos problemas se enganou. Escolhida pelo PTB de Roberto Jefferson, o mensaleiro, para assumir o Ministério do Trabalho, sua filha, Cristiane Brasil, tem sido alvo de uma saraivada de críticas. Após uma série de escândalos, inclusive trabalhistas, da deputada federal serem desvendadas, a Justiça concedeu decisão liminar para suspender a nomeação.

Várias ações foram movidas por um grupo de advogados do Rio de Janeiro com o objetivo de barrar a indicação de Cristiane Brasil para o ministério. Os processos foram apresentados após ser revelado que a nova ministra foi condenada em uma ação trabalhista por não assinar a carteira nem pagar direitos trabalhistas a um motorista que trabalhava cerca de 15 horas por dia para ela e sua família.

Exposto ao ridículo, mais uma vez, para atender aos caprichos de José Sarney, Michel Temer segue não conseguindo se desvencilhar da avalanche de críticas que atinge o seu governo todos os dias. Desta vez era fácil resolver o problema. Mas aí ele foi seguir as ordens do oligarca maranhense e deu no que deu.

Do Jorge Vieira