quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Eles foram eleitos, mas não mostraram a que vieram


Levantamento realizado pelo blog Marrapá mostra que um pequeno grupo de seis deputados estaduais, entre os 42 eleitos em 2014, até agora pouco contribuiu para os trabalhos no legislativo e entram no último ano de mandato quase despercebidos. Além da falta projetos, intervenções e cobranças, esses deputados praticamente não usaram a tribuna para reivindicar ou sustentar qualquer defesa.

O principal destaque negativo é o deputado estadual Edson Araújo (PSL), nono mais votado no pleito de 2014. Em seu segundo mandato, realizou apenas setes discursos, e o último aconteceu em 2016. Como ressalva, o Projeto de Lei nº 129/2016, de sua autoria, que dispõe sobre a gratuidade da expedição de carteira de identidade estudantil para alunos de escolas públicas da rede estadual, no âmbito do Estado do Maranhão, foi aprovado no plenário.

Em seguida, surge o deputado Hemetério Weba (PV), que subiu a tribuna oito vezes, sendo a última em abril de 2016, com nenhuma pauta ou projeto de relevância.

Um caso curioso é do deputado estadual Ricardo Rios (PDT), primeiro secretário da Mesa Diretora. O filho da ex-prefeita de Vitória do Mearim, Dóris de Fátima Ribeiro, não usa o púlpito da Assembleia desde o dia 10 de abril de 2016. Foram apenas nove subidas a tribuna. Nesse tempo, passou por três partidos (SDD, PEN e PDT) e contribuiu apenas com a criação do Projeto de Lei Nº 302/2017, que altera dispositivos da Lei Nº 9.550/12, sobre a construção de estações de tratamento de esgoto sanitário em edifícios e condomínios.

O deputado Glaubert Cutrim (PDT) foi o segundo mais votado pelos eleitores, com expressivos 85.984 votos. Entretanto, o quarto que menos discursou, apenas 11 intervenções, sendo a última no mês de março. Porém, release da sua assessoria divulgado no final do ano passado aponta destinação de emendas para municípios como São Roberto, Itapecuru-Mirim, Lago Verde, Lago-Açu, São Luís, Itapecuru-Mirim, Bacuri e Vitória do Mearim ao longo de 2017.

Na lista dos mais ausentes aos debates ainda aparecem Carlinhos Florêncio (PHS) e Paulo Neto (PSDC). Com uma ressalva – o último precisou passar por um tratamento de câncer.

Do Marrapá