quinta-feira, 5 de abril de 2018

Corrupção é a marca do governo Temer aponta o IBOPE



Quando perguntado sobre que associações o brasileiro faz com o governo federal, 10% dos entrevistados citaram a corrupção, foi o que revelou uma pesquisa realizada no mês de março, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, e divulgada nesta quinta-feira (05).

Em segundo lugar, aparecem “Operação Lava Jato”, sem especificação, tema lembrado por 4% das pessoas ouvidas no levantamento, e “intervenção militar no Rio de Janeiro”, também com 4% das menções.

Em seguida, o tema “adiamento da reforma da Previdência” aparece como uma das notícias mais lembradas, assunto citado por 2% dos entrevistados.

O resultado mostra que o governo Temer voltou a ser lembrado pelos casos de corrupção. Na última pesquisa, a notícia mais lembrada era justamente a reforma da Previdência, que estava para ser votada no Congresso.

De lá para cá, Temer se tornou alvo de uma investigação na Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a edição de um decreto envolvendo o Porto de Santos. O ex-assessor José Yunes, amigo de Temer há 50 anos, chegou a ser preso por ordem do Supremo Tribunal Federal, assim como outras pessoas próximas ao presidente.

O levantamento também mostrou que a avaliação negativa do governo oscilou de 74% para 72%, ante a última pesquisa, divulgada em dezembro. A avaliação regular foi de 19% para 21%, e os que consideram ótimo ou bom passaram de 6% para 5%.

A pesquisa CNI/Ibope mostrou que a aprovação da maneira de governar de Temer também pouco mudou em relação ao último levantamento. Continuou em 9% os que disseram aprovar a maneira de Temer governar, assim como em dezembro. Já o índice de desaprovação oscilou de 88% para 87% e os que não responderam se mantiveram na casa dos 4%.

A confiança no presidente da República oscilou negativamente de 9% para 8%. Os que disseram não confiar no peemedebista saiu de 90% para 89% neste ano.

Segundo o levantamento, 90% dos entrevistados rejeitam a administração peemedebista em relação ao tema dos impostos e apenas 7% o aprovam. O índice é o mesmo de dezembro.

Questionados sobre as perspectivas em relação ao restante do governo Temer, 67% dos entrevistados disseram que a expectativa é ruim ante aos 69% registrados em dezembro, data da última pesquisa. Ficou estabilizado em 7% os que disseram que a perspectiva é ótima ou boa e subiu de 20% para 22% os que classificaram como regular.

A pesquisa foi feita entre 22 e 25 de março, com 2.000 pessoas em 126 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou menos e o nível de confiança utilizado é de 95%.

Do Estadão