quarta-feira, 9 de maio de 2018

Esperado, mas poderia ter sido antes



O rompimento de Antônio Pires com Américo já era coisa certa e mais que esperada desde o abrir das urnas em 2016, sendo considerado por muitos como uma questão de quando e como. O quando foi ontem, terça-feira (08), e o como foi com Antônio Pires atirando mais que metralhadora, alegando que deixa o governo “ao ver o sofrimento do nosso povo”, e sem nem pensar duas vezes, e arrastou junto a esposa, vereadora Liza Pires (PCdoB). Mas deixemos de lado o discurso vazio e cheio de hipocrisias que o “vice” tem espalhado. 

Quem vive a política municipal sabe muito bem o quanto ($$) Antônio Pires é “caro” ao gestor da vez, assim foi com Márcia Bacelar, com Magno Bacelar, também com Soliney e não seria diferente com Américo. Quem de Coelho Neto nunca ouviu falar sobre os salários fantasmas e parentes do "vice" que recebiam gordos pagamentos nas gestões passadas sem o menor esforço, e também das inúmeras regalias recebidas por Antônio Pires que eram financiadas com dinheiro público. 

A imoralidade e fornicação do “vice” com os patrimônio público durou por muitos anos, mas não passou despercebida no Tribunal de Contas do Estado (TCE) que encontrou na Prestação de Contas da Câmara Municipal de Coelho Neto, referente ao ano de 2013, quando Antônio Pires foi presidente, uma série de irregularidades nas licitações do legislativo municipal. 

Antônio Pires realizou pregões sem publicação do aviso de licitação em local de amplo acesso público; não houve solicitação de contratação pelo setor responsável; sem identificação do crédito orçamentário; sem estimativa de valor; sem pesquisa de preços; sem parecer jurídico público; e um série de outras irregularidades que o TCE detectou, em clara afronta a Lei de Responsabilidade Fiscal e em desrespeito a Lei de Licitações. 

Porém tem mais, enquanto presidente da câmara de vereadores Antônio Pires aumentou o próprio salário acima do permitido pela Lei. Enquanto os demais vereadores recebiam salários de R$ 3.687,04 reais, o “vice” aumentou o próprio pagamento para R$ 6.855,03 reais. O que levou o TCE a fazer a seguinte anotação: “o subsídio de vereador presidente não está de acordo com o número de habitantes da município, dessa forma, o presidente não atendeu ao disposto no art.29, VI da Constituição Federal e art. 12 da IN 004/2001-TCE/MA”. 



Antônio Pires saiu do governo, e posso dizer com absoluta certeza que hoje o governo está muito melhor que antes, sem a presença de uma pessoa tóxica, que coloca o próprio interesse acima dos demais, e que nunca agiu de outra forma que não fosse em busca do benefício próprio, como fica demonstrado pelo próprio Tribunal de Conta do Estado. 

Então não se enganem, se hoje Antônio Pires está fora do governo, é porque ele tem preço, e nunca é barato.

Confira a integra do relatório do TCE clicando AQUI