domingo, 24 de junho de 2018

Justiça rejeita ação do Grupo João Santos, que tentava impedir movimento paredista

O ano era 2016, uma das subsidiarias do Grupo João Santos em Coelho Neto, a AGRIMEX S/A, demitiu repentinamente 101 trabalhadores com atraso de salários, alguns a 4 meses sem receber, e ainda se negou a pagar outros direitos trabalhistas. Desde então esse grupo de pais de família, mantenedores dos seus lares, estão com “uma mão na frente e outra atrás”, tendo que “se virar” através de bicos, favores, completamente desamparados. 

A frente o presidente do STTA, Eduardo Penha, tendo ao fundo alguns do homens abandonados pelo Grupo João Santos juntamente com seus advogados, após audiência na Justiça do Trabalho

Enquanto isso, aguardam que a Justiça lhes garanta o que é de direito, mas já se vão dois anos de muita enrolação, em que o grupo João Santos age de forma irresponsável, negando-se a pagar o que deve, lançado de propostas que não atendem as necessidades dos homens que jogaram nas ruas, além de subterfúgios judiciais, ao mesmo tempo em que zomba das famílias provocando muita dor e sofrimento. 

Mais recentemente, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados de Coelho Neto (STTA), mobilizou a categoria em mais uma tentativa de chamar a atenção da Justiça, população e do próprio Grupo João Santos para sua causa. Em assembleia geral a categoria decidiu por realizar um movimento paredista na porta da Empresa Itajubara S/A, pertencente ao grupo João Santos, e assim tentar forçar o grupo a voltar para a mesa de negociações e quem sabe apresentar uma proposta plausível, que de fato atenda às necessidades dos trabalhadores que foram abandonados. Ao mesmo tempo, o Grupo João Santos ingressou na Justiça na tentativa de frear o movimento organizado pelo sindicato, e impedir qualquer mobilização que viesse a ajudar os homens que eles jogaram nas ruas dois anos atrás. 

Porém, como podemos ver na imagem abaixo, o Justiça negou o pedido do Grupo João Santos, e garantiu ao Sindicato o direito de organiza-se em greve, e cobrar pelos direitos dos trabalhadores coelhonetenses, de certa forma reconhecendo a postura irresponsável daqueles que no passado se beneficiaram tanto de nossa mão de obra e terras. 

Justiça não aceita pedido do Grupo João Santos para impedir movimento paredista

Então, na próxima segunda-feira (25/06), mais uma vez os trabalhadores coelhonetenses estarão mobilizados na porta da Itajubara S/A, reivindicando seus direitos e lutando pelo que de fato lhes pertencem. 

“Justiça feita, com essa decisão ficou bem claro que nós temos razões suficientes para mantermos o movimento grevista e cobrar salários e valores rescisórios devidos pela empresa AGRIMEX”, comemorou Eduardo Penha, presidente do STTA.