quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Roseana Sarney tem um novo “Regis Pacheco” para tirar proveito


Ao propagar violentamente a decisão monocrática de uma juíza de primeira instância do interior do estado que declarou a inelegibilidade do Governador Flávio Dino (PCdoB), o Sistema de Comunicação Mirante, do qual a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) é sócia, e o clã Sarney é proprietário, traz desequilibro para às Eleições de 2018, pois implanta no estado de forma perigosa a narrativa de que o governador, candidato a reeleição, e até aqui franco favorito, está fora da disputa eleitoral deste ano, criando um clima amplamente favorável a Roseana, que nesse ano tenta voltar ao Palácio do Leões. 

Com isso, eleitores com um grau menor de instrução, e pessoas que não tem tanta afinidade com os meios digitais, tendem a acreditar inocentemente que a tese veiculada pela ex-governadora e seu poderoso conglomerado de mídia, está correta. Principalmente se levarmos em consideração que ao transmitir o fato, o grupo Mirante, não se sabe se por má fé, não detalha que a decisão ainda não produz efeitos, pois carece de uma confirmação de órgão colegiado da Justiça Eleitoral, no caso Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Grupo Mirante tem propagada suposta inelegibilidade sem fazer os devidos esclarecimentos  

Dessa forma, agindo através dos meios de comunicação controlados pelo grupo Sarney, Roseana Sarney vai criando um clima animosidade que pode facilmente torna-se favorável a ela, e sua candidatura, e o que é pior, gerando grande e perigoso desequilibro na disputa eleitoral. 

Basta recordamos do fatídico caso “Regis Pacheco”, para sabermos que os danos provocados podem ser irreversíveis junto à opinião pública. Afinal, em 1994, quando o então candidato a governador Epitácio Cafeteira trouxe a verdade à tona, os danos já haviam sido tamanhos, que a derrota no pleito foi apenas questão de tempo. 

A Justiça Eleitoral precisa ficar atenta a essa postura do Grupo Mirante, pois fere gravemente a democracia, uma vez que age tendenciosamente afim de alcançar objetivos e metas traçadas por seus donos, mergulhando o Maranhão em grande insegurança, colocando em cheque a lisura do pleito eleitoral.

Justiça precisa agir de forma a impedir desequilíbrios, garantindo a normalidade e segurança das eleições. 

Voltamos a qualquer momento com mais informações