segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Dívida de R$ 300 mil reais teria levado policial a atentar contra Leane, tenta justificar Arquimedes Bacelar

Na manhã de hoje, segunda-feira (03/12), o atual prefeito de Afonso Cunha, Arquimedes Bacelar (PTB), divulgou nota em que tenta se desvencilhar da tentativa de assassinato ocorrida ontem na cidade, quando o policial militar Graciliano teria "atentado" contra a vida do ex-prefeito José Leane (MDB), segundo afirmações do próprio. 


Em sua nota, Arquimedes tenta argumentar que a motivo para tal medida do policial militar seria um divida que existe há pelo menos 05 anos. O interessante é que não há por parte do prefeito uma tentativa de negar o atentado, e o mais chocante, é o que em momento algum Arquimedes repudia o ato violento que teria sido posto em prática. Em toda sua nota, Arquimedes sequer demostra solidariedade pela outra vida que teria corrido eminente risco. Não se deu ao trabalho de tentar fingir derramando a tal "lágrima de crocodilo". 

"No exercício do cargo de prefeito, Leane comprava combustível com ele (Graciliano) para a prefeitura e ficou devendo cerca de R$ 300 mil reais. Como a venda era avulsa e sem contrato, ele acabou ficando no prejuízo e o ex-prefeito nunca pagou o que devia", falou Arquimedes em nota, tentando justifica o ocorrido, mas sem demonstrar solidariedade.

Contudo, Arquimedes reconhece que estava na mesma estrada ao mesmo tempo do ocorrido, mas sem nenhuma ligação com o fato. Afirma que não percebeu o que vinha acontecendo atrás do seu carro, atribuindo a isso a falta de visibilidade ocasionada pela poeira.

"Por está na frente em meu veiculo com vidro fechados em decorrência da poeira não sabia o que estava acontecendo atrás", escreveu o prefeito de Afonso Cunha.  

Contudo, tem circulado em grupo de Whatsapp um áudio de uma suposta testemunha, que conta o que viu naquela tarde, e descreve com detalhes o acontecido.

Na tentativa de preservar a identidade da pessoa, sua voz foi distorcida. Veja abaixo:     


Confira abaixo a nota emitida pelo prefeito Arquimedes Bacelar: 

"NOTA

Sobre as acusações caluniosas do ex-prefeito José Leane divulgada em rede social neste domingo (02) e amplamente massificada em blogs do Estado em que acusa o prefeito Arquimedes Bacelar de ter tramado o seu assassinato dentre outros absurdos é necessário esclarecer o que abaixo segue: 

1. Existe um problema antigo do ex-prefeito José Leane com o policial Graciliano, cujo atrito já dura 5 anos. No exercício da função de prefeito, Leane comprava combustível com ele para a prefeitura e ficou devendo cerca de R$ 300 mil reais. Como a venda era avulsa e sem contrato, ele acabou ficando no prejuízo e o ex-prefeito nunca pagou o que devia. O assunto é de conhecimento público e a cidade inteira sabe disso; 

2. Na tarde deste domingo (02), ao retornar de um aniversário onde os dois participavam, houve essa cobrança que acabou gerando um clima animoso entre os dois. A presença da Polícia Militar no evento não era à toa, pois um taxista por nome Flávio já havia alertado tanto o ex-prefeito, quanto a própria PM que o policial estava revoltado com a situação e que poderia haver um desentendimento;

3. Ao falar que tranquei ele com meu carro, há uma má fé na afirmação, já que por está na frente em meu veículo com vidros fechados em decorrência da poeira não sabia o que estava ocorrendo atrás. Só me situei do acontecido quando um rapaz apelidado de Jiló chegou próximo ao carro, fez sinal para que eu encostasse, foi quando puxei o carro para que ele pudesse ultrapassar;

4. Na verdade o ex-prefeito está se aproveitando do fato para tirar a responsabilidade de si e jogar para mim que nada tenho haver com o episódio e muito menos com o histórico de dívidas feitas por ele; 

5. Ao dizer em sua nota que a Polícia Militar não o ajudou ele falta com a verdade, pois a guarnição da PM não se manteve omissa, ao contrário, cumpriu o que era de sua competência fazer. Além de fazer a guarda do evento, a PM acompanhou a saída, conteve os ânimos e desde a hora do ocorrido fez a escolta do ex-prefeito até a saída da cidade;

6. Quem acusa cabe o ônus da prova. Estamos nos valendo da nossa assessoria jurídica para levar o caso à justiça com a versão do ocorrido para que o ex-prefeito prove as acusações que a mim foram impostas, sob pena de responder judicialmente por elas. 

Arquimedes Bacelar
Prefeito"